O que eu vou ser quando eu crescer?

Quem nunca ouviu essa pergunta quando criança? Aos cinco anos, a menina quer ser bailarina ou cantora. O menino quer ser bombeiro ou piloto de fórmula 1. Muitos deles conseguem! Mas, ao longo do tempo, a opinião muda. E muda tanto que gera uma confusão danada na cabeça.
A minha leitora Isa Barcellos, do Rio de Janeiro, pediu que eu falasse um pouco sobre profissões. Acordei pensando nisso e é um assunto complexo. O que pode ser nítido para uma pessoa é completamente confuso para outra.
Todo mundo já passou por isso. Estudar o quê? Trabalhar fazendo o quê? Feliz daquele que desde cedo enxergou o seu talento e conseguiu trilhar o seu caminho de sucesso. Mas é MUITO normal sentir dúvidas. O que eu vou fazer pelo resto da minha vida?
O erro está aí. Resto da vida. Meio fatalista, não? Uma vez feita uma escolha deve levá-la até o fim? Se te deixa feliz, maravilha. Senão, que tal realmente descobrir o que te motiva, que te deixa empolgado?
Aí tem sempre um que faz cara feia e diz: “Empolgado pra trabalhar? Em que mundo você vive, num conto de fadas?”. Triste ouvir isso. E não foram 2 ou 3 vezes. Foram várias!
Muita gente no ensino médio está queimando os miolos para descobrir que faculdade cursar. E, na hora de escolher, responde a pergunta: “Que carreira está dando mais dinheiro atualmente?”. E, mesmo sem ter a menor vocação, presta o vestibular e faz um curso completamente equivocado, pois só pensou no ganho financeiro que teria. Não é tão fácil entender que o dinheiro é a consequência de um trabalho bem realizado, seja em que carreira for.
Eu cursei informática. Confundi gostar de usar computador com querer ser analista de sistemas. E quando eu percebi isso? Quando passei a ter a famosa depressão pós Fantástico no final do domingo. E pensava: “Ai, que desgraça, amanhã é segunda-feira e começa tudo de novo!”. E fui empurrando com a barriga até ficar doente de nervoso. E precisei de coragem para mudar, pois o medo do desconhecido pode nos deixar paralisados. Ignorando os diversos alertas do tipo “você é louca de mudar o que está certo pelo duvidoso”, segui atrás da minha paixão: os livros! “Quando é que você vai parar com essa besteira de querer escrever livros para adolescentes?” perguntavam os mais descrentes e também os mais ignorados por mim.
E, com essa decisão, eu passei a amar a segunda-feira. Foi fácil? Não. Fiz cursos, publiquei como independente, carreguei muitos livros. Conquistei muitas coisas e ainda tenho outras tantas para conquistar. Ainda bem! Pois a vontade de me superar me motiva a cada dia.
Se é que eu posso dar um conselho, lá vai:
Procurou o que mais te motivava e fez uma escolha certa? Parabéns, faça o seu melhor sempre.
Errou na escolha? Deixe o #mimimi de lado e corra atrás do que te motiva. Tentar encontrar culpados pelo equívoco é uma tremenda perda de tempo.
O assunto não é fácil. Nem simples. Apenas compartilhei a minha história, que pode ser parecida com a de muita gente.
Sejam felizes!
Sei que, infelizmente, muita gente não enxerga o título desse texto como uma verdade. Ser mãe não é simplesmente dar à luz, vai mu
Até acompanhá-la nas consultas médicas era engraçado. Fomos a um otorrino e ele fez a seguinte pergunta: “A senhora ouve bem?”. Ela se mexeu toda na cadeira, chegou pra frente, sorriu e disse: “Hein?!”.














