Ser fã e sofrer bullying por causa disso
Tenho muitas leitoras nas minhas redes sociais. Adoro trocar mensagens e dedico algumas horas do meu dia para esse tipo de contato. Além disso, vejo também as atualizações dos perfis e acabo ficando antenada com as preferências da galerinha teen. E foi através do Facebook que eu descobri a One Direction tempos atrás. Como corro muito entre um evento e outro, às vezes não tenho o tempo livre que gostaria para acompanhar as coisas pela televisão ou mesmo escutar rádio. E comecei a perceber muitos compartilhamentos de fotos dos garotos, além de suspiros e declarações de amor.
Eu também fui fã de boybands e foi uma época muito divertida. E, melhor do que isso, eu fiz muitas amizades por conta das bandas que curtia. Alguns artistas, inclusive, já nem curto tanto e algumas das bandas acabaram. Mas as amizades ficaram. E muito boas por sinal!

Uma coisa chata que observo é que as pessoas, infelizmente, não respeitam o gosto do outro e passam a xingar o amigo por causa disso. Publicamente na internet! Ora, pense junto comigo. Amigo que é amigo não vai te xingar, certo? Eu brinco com algumas amigas. E, entre a gente, existe uma “guerrinha” Team Edward e Team Jacob, personagens da série Crepúsculo. Uma amiga zoa a outra por preferir um personagem ao outro. Muito natural. Porém, isso nunca passou para a falta de respeito. Afinal, amigos precisam se respeitar.
Outra situação absurda: compartilhar fotos de artistas perguntando se quer que ele se salve de um acidente de avião. Por que desejar que um artista morra só porque você não curte o trabalho dele? Não seria mais fácil simplesmente focar atenção e gastar energia com coisas que realmente gosta? E notícias em sites como a Globo ou G1? Eu já desisti de ler os comentários, pois são sempre ofensivos. Por que comentar numa notícia de alguém que você não curte, denegrindo a imagem de quem você sequer conhece direito?
Uma vez, dando uma palestra em uma escola, uma garota disse ser muito fã do Justin Bieber e mostrou uma camiseta com o rosto dele, que estava por baixo da blusa do uniforme. Um garoto do fundão começou a debochar dela, fazendo com que outras pessoas também rissem. Ela fez uma carinha muito constrangida. Como eu não aceito esse tipo de coisa a defendi na hora. Tentei defendê-la de uma forma que também não causasse constrangimentos ao “ofensor”. No final do bate-papo, ele entendeu que para que ele tenha os seus gostos respeitados, como o time de futebol, por exemplo, também teria que respeitar as escolhas das outras pessoas.
Existem artistas para todos os gostos. Cantores, atores, escritores… Seria até monótono se todo mundo cantasse ou escrevesse as mesmas coisas, não é mesmo? A variedade é que é legal. É mais do que lógico que todo mundo vai ter preferências e discordar do outro. Expressar a opinião é válido. Não gosta, tudo bem. O que eu quero enfatizar é que o “não gostar” não te dá o direito de denegrir nem cometer bullying com qualquer pessoa.
Portanto, se você está incomodado com as publicações de algum amigo, porque ele só fala de coisas relacionadas a algum artista, existe um recurso muito simples que é deixar de seguir as atualizações dele. Simples, né?
Se existe algum tipo de exagero, se a pessoa deixa de sair para acompanhar o ídolo pela internet ou entra em depressão por não conseguir conhecê-lo pessoalmente, já entra em outra questão mais complexa. De repente, até posso escrever outro texto sobre isso, que vai exigir mais pesquisas.
Eu tenho uma proposta a fazer. Será que o cantor ou banda que o seu amigo tanto curte é tão ruim assim? Ou será que é pura implicância? Dê uma chance e conheça um pouquinho mais, peça para ele te mostrar uma música ou um videoclipe no Youtube. Se, mesmo assim, você não curtir, simplesmente diga que não gostou e respeite a escolha dele. Não vale estragar uma amizade por conta de um gosto diferente, combinado?


Sei que, infelizmente, muita gente não enxerga o título desse texto como uma verdade. Ser mãe não é simplesmente dar à luz, vai mu
Até acompanhá-la nas consultas médicas era engraçado. Fomos a um otorrino e ele fez a seguinte pergunta: “A senhora ouve bem?”. Ela se mexeu toda na cadeira, chegou pra frente, sorriu e disse: “Hein?!”.








