Biografia

(última atualização: janeiro/2017)

Paty_mirim

Nasci no dia 19 de junho, no Rio de Janeiro.

Geminiana, viciada em chocolates, pizza, música, séries de TV e internet.

Aos 7 anos me mudei para Juiz de Fora (MG) e morei lá por dois anos. Depois me mudei novamente com a minha família, só que dessa vez para Recife (PE). Foram 5 anos incríveis! Passei toda a minha pré-adolescência na praia da Boa Viagem e estudei no Colégio Santa Maria. Aliás, o Santa Maria abriu muitas portas para que eu conhecesse meu lado escritora, atriz e roteirista de teatro. Participei pela primeira vez de um concurso de redação quando estava na 5a série e tirei o primeiro lugar. O título? “Meu tesouro escondido”. Infelizmente não tenho mais essa redação comigo. Resumo: eu buscava algo valioso, mas depois de tanto procurar externamente, descobri que o meu maior tesouro era o amor, que sempre esteve dentro de mim. O professor de Moral e Cívica, matéria que nem existe mais, passava muitos trabalhos em forma de peças de Paty_Criançateatro. Eram muito divertidos! Sempre atuava e escrevia os roteiros.

Voltamos para o Rio de Janeiro faltando 6 meses para o meu aniversário de 15 anos. Não foi uma experiência muito positiva. Eu era uma garota extrovertida em Recife e a mudança para o Rio fez com que eu me fechasse e não fiz muitos amigos no primeiro ano. As coisas só foram melhorar no ano seguinte, quando fui estudar no Colégio Marista São José e lá cursei todo o ensino médio. Não tive aquela típica festa de 15 anos, com valsa e troca de vestidos e fiquei muito ressentida.  Depois me conformei com o fato de não ter tido a tal festa de aniversário. Agora acho até graça por ter ficado tão chateada. Mas, na época que a gente vive a situação, é bem complicado. Ainda bem que esse assunto ficou totalmente superado!

Eu sou uma pessoa apaixonada pelos livros!

paty_emilia_20052011_2Essa paixão começou com O Sítio do Picapau Amarelo, quando eu tinha 6 anos. Passava a série na televisão e lançaram umas revistinhas em quadrinhos. Perturbava o juízo da minha mãe querendo ler todas! Eu tinha um vestidinho rodado e uma lancheira de lata, que logo se transformaram na roupa e canastra da Emília. Das revistinhas, passei para os livros de contos de fadas, de uma coleção de capa dura que ganhei de aniversário. A coleção tinha Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, O Patinho Feio, e por aí vai.

Gosto de escrever personagens femininos. Mas as minhas maiores referências foram justamente de escritores: Monteiro Lobato e Maurício de Sousa. A Emília e a Mônica foram minhas grandes companheiras e inspiração para brincadeiras.

Infelizmente a paixão pelos livros não me deu pistas de que eu me tornaria uma escritora. Eu sempre brinco que sou a “ovelha negra” da família. Ninguém até o momento tinha revelado características artísticas e a paixão por livros foi tida como hobby. Acabei fazendo faculdade de Tecnologia em Processamento de Dados. Era “moda” na época, o boom da informática. Eu gostei do curso, mas quando fui para o mercado de trabalho vi que não era nada daquilo que eu queria fazer. Gostar de usar computador é uma coisa. Querer ser analista de sistemas é bem diferente!

Fui mudando de empregos, na tentativa frustrada de tentar descobrir o que fazer. Até que 6458b8_2219855cf9da49978b264f5f56cbd156fui trabalhar numa editora. Era o destino chamando a minha atenção. De novo o amor pela literatura falou mais alto. Ver todo o processo de elaboração dos livros, as campanhas de divulgação, as reuniões para discutir capas e peças publicitárias despertou em mim a vontade definitiva de investir na literatura. Primeiro me matriculei num curso de pós-graduação em marketing, já que eu trabalhava nessa área da editora. Depois, cursei literatura infantojuvenil e produção editorial.

Escolhi escrever livros para adolescentes por achar que é a melhor fase das nossas vidas. Tudo é novidade, aventura, riso. A expectativa é tamanha que ficamos com as mãos frias, suadas, o coração bate acelerado. Eu me divirto muito escrevendo as histórias! E fico muito feliz quando recebo o feedback dos leitores contando que se divertiram também. Minha característica mais marcante na escrita é usar o humor. Não consigo (ainda) escrever textos mais densos, mais dramáticos.

6458b8_af9be57f09b944bb92e3846cd792dc42Meu primeiro livro publicado foi Os quinze anos de Carol em maio de 2002. Escrevi entre os anos 2000 e 2001 e fiz um teste de aceitação através da internet. Criei um site que funcionava como uma novela virtual. A cada 15 dias publicava um capítulo e, para minha surpresa, recebi mais de 600 acessos por semana. Provando a aceitação pelo público-alvo, lancei no ano seguinte por uma pequena editora. O site não existe mais, ele foi tirado do ar quando o livro foi publicado.

Quatro meses após o lançamento do meu primeiro livro, minha mãe faleceu de câncer. Foram momentos muito difíceis e abandonei a literatura, mergulhando de cabeça no trabalho de marketing. “Eu não acredito que você não vai mais lançar livros!”, um amigo inconformado me convenceu a retomar a escrita. O incentivo foi tamanho que no último semestre de 2004 concluí um projeto que estava abandonado. Ter amigos que “puxam a nossa orelha” é muito positivo! E, retomando a paixão, não parei mais: A primeira vez a gente nunca esquece (1ª edição em 2005/ 2ª edição pela Ciranda Cultural em 2010), Sai da internet, Clarice! (1ª edição em 2006/ 2ª edição pela Editora Leitura em 2010), Os Sete Desafios (Ciranda Cultural em 2010) e Confusões de um Garoto (Ciranda Cultural em 2010).

No ano de 2011 consegui realizar um grande sonho: participei de sessões de autógrafos na Bienal do Livro do Rio de Janeiro por 10 dias seguidos! Durante esse período, os livros publicados pela Ciranda Cultural venderam 2 mil exemplares!

Em novembro do mesmo ano, assinei contrato com a Verus Editora, que faz parte do Grupo Editorial Record. Começou aí uma grande reviravolta na minha carreira. Em março de 2012 lancei o primeiro volume da série As MAIS. Para minha 6458b8_0c9f17f605524813841e9c2771ad33b3felicidade, a primeira edição de 10 mil exemplares, que foi distribuída para todo o Brasil, se esgotou em menos de 2 meses. Hoje está na 5ª reimpressão. Com a aceitação do público, As MAIS tornou-se uma série. Em setembro de 2012 lancei o volume 2, Eu me mordo de ciúmes e em abril de 2013 o 3º volume, com o título Andando nas nuvens. O 4º volume da série, Toda forma de amor, foi lançado em maio de 2014. O 5º volume, Sorte no jogo, sorte no amor, que encerra a série, foi lançado em junho de 2015.

Em julho de 2013 foi publicado O Livro das Princesas. Reescrevi o conto da Rapunzel, Do alto da torre, seguindo uma ótica contemporânea. Eu me inspirei no conto original Grimm. Comigo, mais três escritoras fizeram parte do projeto: Meg Cabot, Lauren Kate e Paula Pimenta. Camila, a minha Rapunzel, vive no Rio de Janeiro, mora na princesinha do mar Copacabana e é fã da cantora Katy Perry. Fiz ao todo nove eventos de autógrafos desse livro no 2º semestre de 2013. Foram momentos mágicos e realizei vários sonhos através desse lançamento.

6458b8_012a3ef307e34628ab36514d1975ee76Em outubro de 2014 lancei A consultora teen, que havia sido contratado pela Verus junto com As MAIS. Como eu não imaginava que escreveria os outros livros da série, o livro ficou esperando o melhor momento para ser apresentado aos leitores. E, mais uma vez, recebi um enorme carinho do público teen e diariamente recebo feedbacks positivos de leitura da história da Thaís.

Em junho de 2016 lancei nova edição revista e ampliada do livro Confusões de um garoto pela Verus.

Fica difícil para uma escritora dizer qual o seu livro preferido. Mas, com o lançamento da série As MAIS, eu consegui uma projeção maior e mais leitores tiveram acesso aos meus trabalhos. É muito gratificante receber mensagens, e-mails e recados nas redes sociais de lugares tão diferentes. Eu faço o possível para retribuir esse carinho, acessando diariamente meus perfis na internet. Quando lancei o meu primeiro livro, eu não fazia ideia que um dia eles seriam adotados como leitura complementar nas escolas. Fico emocionada quando um livro meu é lido por uma turma inteira e que contribuo de alguma forma incentivando a leitura.

E por falar nisso, desde 2006 visito escolas para conversar com os alunos sobre os meus 6458b8_1db67a54e22842e4a8455ebe077de01dlivros com o Projeto Leitura Nota 10. Promovo um debate com eles sobre leitura e mato um pouco a curiosidade sobre a rotina de um escritor. Também gosto de participar de palestras e seminários em universidades e trocar ideias com os alunos e professores de Letras e Pedagogia. Em 2013 o projeto ganhou asas e passei a dar palestras em várias cidades do Brasil. E em 2016 o projeto fez aniversário de 10 anos!!

Obrigada pela visita!

Beijos, Patrícia.

Bienal do Livro do Rio de Janeiro – Bate-papo estande do Submarino (2013)

 

Bate-papo projeto “Eu leio Brasil”

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